Além de grande músico, que já registrou seu nome na história da MPB, Luís Carlos Sá é um ótimo contador de histórias. Esse perfil pode ser conhecido no blog Cadernos de Viagem, que ele acaba de lançar na net. Se sua ficha ainda não caiu, ele é co-autor de sucessos inesquecíveis como Sobradinho, Dona, Primeira Canção da Estrada, Mestre Jonas e tantos outros, ao lado dos parceiros Guarabyra e Zé Rodrix. Ele também é jornalista e participou de pelo menos um grande momento do jornalismo brasileiro, o jornal Sol, dirigido por Reynaldo Jardim no final da década de 60, que deu origem a um verso clássico de Caetano Veloso - "o Sol nas bancas de revista / me enche de alegria e preguiça / quem lê tanta notícia". O blog Cadernos de Viagem é visita obrigatória e vai para a seleção de linques deste minifúndio. Bem-vindo à blogosfera, Sá! Na estrada virtual
Além de grande músico, que já registrou seu nome na história da MPB, Luís Carlos Sá é um ótimo contador de histórias. Esse perfil pode ser conhecido no blog Cadernos de Viagem, que ele acaba de lançar na net. Se sua ficha ainda não caiu, ele é co-autor de sucessos inesquecíveis como Sobradinho, Dona, Primeira Canção da Estrada, Mestre Jonas e tantos outros, ao lado dos parceiros Guarabyra e Zé Rodrix. Ele também é jornalista e participou de pelo menos um grande momento do jornalismo brasileiro, o jornal Sol, dirigido por Reynaldo Jardim no final da década de 60, que deu origem a um verso clássico de Caetano Veloso - "o Sol nas bancas de revista / me enche de alegria e preguiça / quem lê tanta notícia". O blog Cadernos de Viagem é visita obrigatória e vai para a seleção de linques deste minifúndio. Bem-vindo à blogosfera, Sá! Presente para os argentinos
Cerca de cem livros de escritores que vivem em Brasília serão doados a três bibliotecas argentinas pelo escritor Ronaldo Cagiano. Arqueolhar, quarto volume de poemas deste escriba, está entre eles. Ronaldo visita na próxima semana a Biblioteca da Universidade Nacional da província de Catamarca, e posteriormente vai a Buenos Aires, onde também deixará exemplares na Biblioteca Nacional e na universidade local. Cagiano, que tem mantido um saudável intercâmbio com escritores portenhos, observou que a literatura brasileira não marca presença na Argentina. "Nas livrarias, só se vê obras de Paulo Coelho", diz ele. Os livros que Cagiano entregará às bibliotecas daquele país foram doados pelos próprios autores. Essa iniciativa antecede outra boa idéia que Ronaldo colocará em prática ainda este ano: a publicação de uma antologia poética bilíngüe, reunindo escritores brasileiros e argentinos. Poemas por amor
Abra-se este livro com reverência:
são poemas de amor da mais comovente delicadeza.
Queria comentá-los com o leitor,
mas percebo que não é preciso, nem seria conveniente.
Este livro fala e se diz por si mesmo,
em versos de um amor além do tempo e do espaço,
mão do Poeta levemente pousada
no ombro da Amada.
Ah! o poema que se esconde nos olhos dela,
as palavras aninhadas ao redor de seu silêncio
luminoso!
Este é o livro do amor que desaprende a língua dos homens
para que o trôpego coração diga as palavras
impronunciáveis.
A nós, leitores, a graça de ouvi-las
e entendê-las.
Texto de Anderson Braga Horta
para a contracapa de meu livro Poemas por amor,
saindo do forno.
são poemas de amor da mais comovente delicadeza.
Queria comentá-los com o leitor,
mas percebo que não é preciso, nem seria conveniente.
Este livro fala e se diz por si mesmo,
em versos de um amor além do tempo e do espaço,
mão do Poeta levemente pousada
no ombro da Amada.
Ah! o poema que se esconde nos olhos dela,
as palavras aninhadas ao redor de seu silêncio
luminoso!
Este é o livro do amor que desaprende a língua dos homens
para que o trôpego coração diga as palavras
impronunciáveis.
A nós, leitores, a graça de ouvi-las
e entendê-las.
Texto de Anderson Braga Horta
para a contracapa de meu livro Poemas por amor,
saindo do forno.
A biblioteca do futuro [2]
O jornalista Mário Salimon participou da 14a. Reunião Interamericana de Bibliotecários, Documentaristas e Profissionais da Informação, na Universidade Autônoma do México, em 2006. A tônica das discussões foi o valor das bibliotecas no futuro. Salimon conta que as principais conclusões foram as seguintes:1) Biblioteca tem que ter livros. Os repositórios organizados de arquivos digitais, que incluem áudio, fotografia e vídeo, são Infotecas;
2) os profissionais das bibliotecas devem sair da postura passiva de esperar que alguém os procure para buscar formas de compilar referências condizentes com as necessidades estratégicas da sociedade;
3) As pessoas, incluindo os acadêmicos, estão se acostumando a buscar informação no Google sem maior preocupação com validade e consistência do material encontrado.
O escritor Ezio Flavio Bazzo aproveitou para reclamar da redução do horário de funcionamento da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, estabelecida por "ordens superiores", segundo ele - medida publicada no Diário Oficial. Ezio observa que o Ministério da Cultura deveria formular políticas públicas de incentivo à leitura e abertura de bibliotecas, viabilizando seu funcionamento 24 horas por dia. A Biblioteca do Congresso argentino, compara ele, fica aberta até de madrugada e ainda serve sopas para os mendigos.
Pois é, nenhum sinal de civilização à vista.
A biblioteca do futuro
Em entrevista à Rádio CBN (terça, 16), o novo secretário de Cultura do DF, Silvestre Gorgulho, declarou que pretende fazer da Biblioteca Nacional de Brasília a "biblioteca do Século XXI". Para quem não sabe, a citada biblioteca, recentemente inaugurada sem qualquer livro em seu interior, compõe, ao lado do Museu, o conjunto Cultural da República.
Mas o que seria a "biblioteca do Século XXI"? O próprio secretário explicou que é aquela em que os livros de papel não são tão necessários, e que o importante é o acervo digitalizado. Bem, foi uma explicação lacônica, e este escriba, que ouvia atentamente a entrevista, também achou que entendera mal.
Brasília tem 20 bibliotecas públicas administradas pelo Governo local, espalhadas pelo Plano Piloto e cidades satélites. Assim como a grande maioria das bibliotecas brasileiras, elas estão muito mais próximas da Idade Média que do Século XXI (no qual, é bom lembrar, já estamos vivendo). Logo, estão atrasadíssimas, assim como a Biblioteca Nacional de Brasília, que começou muito mal, pois foi construída sem qualquer planejamento para o seu acervo.
O secretário de Cultura, jornalista e ambientalista respeitado, não deve ter freqüentado muitas bibliotecas em sua vida, até porque o poder público brasileiro nunca entendeu o verdadeiro valor de uma boa biblioteca, artigo em falta no País. Gorgulho deve acreditar, assim como acreditam alguns profetas do apocalipse, que o livro de papel está condenado ao fim, e o futuro pertence ao livro eletrônico.
Os estudiosos do assunto não concordam. Nem os escritores, nem os pesquisadores, nem os grandes leitores. Não vou citá-los para não trazer essa discussão para este texto, que não é o caso. O livro é um objeto vivo, e o suporte papel mantém com o leitor um vínculo sensorial, que as luzes frias da tela do computador jamais substituirão. Folhear um livro antes ou durante a leitura, correr os olhos pelo texto impresso no papel, segurar o livro e virar uma página são atividades insubstituíveis pela tecnologia eletrônica.
Portanto, uma biblioteca de verdade é composta de livros de papel, sejam os livros novos, as obras raras, os periódicos, documentos diversos. Isso é História. O arquivo eletrônico não tem essa capacidade de registrar a História, porque é virtual, fugaz, efêmero.
Para que a Biblioteca Nacional de Brasília se transforme na biblioteca do Século XXI, deve ser administrada como nenhuma biblioteca do DF jamais foi, e possivelmente nenhuma biblioteca pública brasileira. Deve ser planejada, catalogada, enriquecida diariamente com livros e documentos. Deve ter, por exemplo, publicações históricas, que contem a história do Brasil, a história da cidade, em mínimos detalhes; deve estabelecer critérios racionais de atualização do acervo, de forma que receba todos os livros publicados no País, ou pelo menos grande parte deles; deve ter uma seção de obras raras; uma seção de publicações que dêem uma idéia da formação cultural de Brasília, mas também do Brasil. Deve ter uma coleção de todos os jornais que já foram publicados em Brasília desde a inauguração da cidade, e se isso não for possível, aí sim, os arquivos eletrônicos serão fundamentais.
E todo esse material deve ser enriquecido permanentemente, e cuidadosamente catalogado e administrado. O leitor deve ter acesso a cada novo livro divulgado pela imprensa, e para isso o órgão administrador não deve mendigá-lo à editora; deve comprá-lo, ainda que por um preço especial.
Além de tudo isso, é claro, a Biblioteca deverá possuir espaços adequados e confortáveis para leitura e estudo, suficientes para um grande público. Deve ter, sim, computadores ligados à internet, com conexão rápida, e ligados também a seu acervo digital.
Mas como será a aquisição desse acervo? Esta é a grande pergunta que ninguém respondeu, e foi lançada inúmeras vezes, desde que se lançou também a pedra fundamental da obra. Então, que o secretário a responda. O Depósito Legal, que recolhe exemplares de todos os livros publicados no Brasil, funciona para a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Para funcionar também para a nossa, teria que haver uma nova lei, ou uma alteração na atual. E no entanto, resolveria o problema das publicações futuras, mas não as do passado. E os periódicos? E os documentos históricos?
Seria interessante colocar o tema em discussão em Brasília. Para você, o que seria a "Biblioteca do Século XXI"? Pensemos sobre o assunto.
Mas o que seria a "biblioteca do Século XXI"? O próprio secretário explicou que é aquela em que os livros de papel não são tão necessários, e que o importante é o acervo digitalizado. Bem, foi uma explicação lacônica, e este escriba, que ouvia atentamente a entrevista, também achou que entendera mal.
Brasília tem 20 bibliotecas públicas administradas pelo Governo local, espalhadas pelo Plano Piloto e cidades satélites. Assim como a grande maioria das bibliotecas brasileiras, elas estão muito mais próximas da Idade Média que do Século XXI (no qual, é bom lembrar, já estamos vivendo). Logo, estão atrasadíssimas, assim como a Biblioteca Nacional de Brasília, que começou muito mal, pois foi construída sem qualquer planejamento para o seu acervo.
O secretário de Cultura, jornalista e ambientalista respeitado, não deve ter freqüentado muitas bibliotecas em sua vida, até porque o poder público brasileiro nunca entendeu o verdadeiro valor de uma boa biblioteca, artigo em falta no País. Gorgulho deve acreditar, assim como acreditam alguns profetas do apocalipse, que o livro de papel está condenado ao fim, e o futuro pertence ao livro eletrônico.
Os estudiosos do assunto não concordam. Nem os escritores, nem os pesquisadores, nem os grandes leitores. Não vou citá-los para não trazer essa discussão para este texto, que não é o caso. O livro é um objeto vivo, e o suporte papel mantém com o leitor um vínculo sensorial, que as luzes frias da tela do computador jamais substituirão. Folhear um livro antes ou durante a leitura, correr os olhos pelo texto impresso no papel, segurar o livro e virar uma página são atividades insubstituíveis pela tecnologia eletrônica.
Portanto, uma biblioteca de verdade é composta de livros de papel, sejam os livros novos, as obras raras, os periódicos, documentos diversos. Isso é História. O arquivo eletrônico não tem essa capacidade de registrar a História, porque é virtual, fugaz, efêmero.
Para que a Biblioteca Nacional de Brasília se transforme na biblioteca do Século XXI, deve ser administrada como nenhuma biblioteca do DF jamais foi, e possivelmente nenhuma biblioteca pública brasileira. Deve ser planejada, catalogada, enriquecida diariamente com livros e documentos. Deve ter, por exemplo, publicações históricas, que contem a história do Brasil, a história da cidade, em mínimos detalhes; deve estabelecer critérios racionais de atualização do acervo, de forma que receba todos os livros publicados no País, ou pelo menos grande parte deles; deve ter uma seção de obras raras; uma seção de publicações que dêem uma idéia da formação cultural de Brasília, mas também do Brasil. Deve ter uma coleção de todos os jornais que já foram publicados em Brasília desde a inauguração da cidade, e se isso não for possível, aí sim, os arquivos eletrônicos serão fundamentais.
E todo esse material deve ser enriquecido permanentemente, e cuidadosamente catalogado e administrado. O leitor deve ter acesso a cada novo livro divulgado pela imprensa, e para isso o órgão administrador não deve mendigá-lo à editora; deve comprá-lo, ainda que por um preço especial.
Além de tudo isso, é claro, a Biblioteca deverá possuir espaços adequados e confortáveis para leitura e estudo, suficientes para um grande público. Deve ter, sim, computadores ligados à internet, com conexão rápida, e ligados também a seu acervo digital.
Mas como será a aquisição desse acervo? Esta é a grande pergunta que ninguém respondeu, e foi lançada inúmeras vezes, desde que se lançou também a pedra fundamental da obra. Então, que o secretário a responda. O Depósito Legal, que recolhe exemplares de todos os livros publicados no Brasil, funciona para a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Para funcionar também para a nossa, teria que haver uma nova lei, ou uma alteração na atual. E no entanto, resolveria o problema das publicações futuras, mas não as do passado. E os periódicos? E os documentos históricos?
Seria interessante colocar o tema em discussão em Brasília. Para você, o que seria a "Biblioteca do Século XXI"? Pensemos sobre o assunto.
Um bom começo para um bom 2007
Vem aí 2007, trazendo esperanças e novas energias. 2006 passou, com perdas e ganhos. Lá se vai mais um pedaço de nós, mas nosso edifício pessoal recebeu mais alguns tijolos. Esperamos que 2007 nos surpreenda com boas notícias e a perspectiva de um mundo melhor, com mais tolerância, solidariedade e poesia. Muita saúde, inspiração e sorte a todos.
Minha contribuição para este início de ano será um novo livro de poemas, que começará a circular ainda em janeiro. Tiragem pequena, um presente especial para leitores escolhidos.
Minha contribuição para este início de ano será um novo livro de poemas, que começará a circular ainda em janeiro. Tiragem pequena, um presente especial para leitores escolhidos.
O vácuo

Brasília ganhou neste último mês de 2006 o Complexo Cultural da República, conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer no Eixo Monumental de Brasília. Foi aberto ao público a 16 de dezembro. Poderia ser uma das grandes notícias do ano, se não fosse um pequeno detalhe: o Complexo, formado por um Museu e uma Biblioteca, ambos monumentais, estão vazios. Ocos. Cheios de vácuo. O prédio da Biblioteca, com espaço para abrigar 500 mil volumes impressos, não tem um único livro sequer.
O Complexo ocupa 91,8 mil mestros quadrados, custou R$ 110 milhões e foi construído em quatro anos. Faz parte do projeto original de Brasilia, e fica próximo à Catedral e ao Teatro Nacional, dois cartões postais conhecidos no mundo inteiro. Bem ao seu estilo, o ex-governador Joaquim Roriz, recém-eleito senador pelo DF, construiu o Conjunto indiferente aos custos, da mesma forma como levantou quase 30 viadutos e pontes nos dois últimos mandatos. No entanto, em momento algum trocou idéias com sua equipe sobre o acervo dos dois edifícios - de onde viriam as coleções, as obras, os livros, como seria administrado.
Roriz já deixou o governo. Ficaram como herança dois belíssimos prédios, à altura dos demais monumentos da principal via de Brasília. Mas ficou, também a incômoda sensação de que vivemos num país de fachada, de aparências, sem grandeza, que não consegue compreender as suas reais necessidades de educação, de formação cultural, de compreensão do mundo e da humanidade.
O Complexo ocupa 91,8 mil mestros quadrados, custou R$ 110 milhões e foi construído em quatro anos. Faz parte do projeto original de Brasilia, e fica próximo à Catedral e ao Teatro Nacional, dois cartões postais conhecidos no mundo inteiro. Bem ao seu estilo, o ex-governador Joaquim Roriz, recém-eleito senador pelo DF, construiu o Conjunto indiferente aos custos, da mesma forma como levantou quase 30 viadutos e pontes nos dois últimos mandatos. No entanto, em momento algum trocou idéias com sua equipe sobre o acervo dos dois edifícios - de onde viriam as coleções, as obras, os livros, como seria administrado.
Roriz já deixou o governo. Ficaram como herança dois belíssimos prédios, à altura dos demais monumentos da principal via de Brasília. Mas ficou, também a incômoda sensação de que vivemos num país de fachada, de aparências, sem grandeza, que não consegue compreender as suas reais necessidades de educação, de formação cultural, de compreensão do mundo e da humanidade.
Criação literária em debate no MinC
O Ministério da Cultura distribuiu Relatório sobre as discussões promovidas pela Secretaria de Políticas Culturais durante a Oficina Sobre Produção Literária, que reuniu, no dia 5 de dezembro, diversos escritores convidados. O objetivo: levantar subsídios para o Poder Público fomentar ou estimular a produção literária. Para os mais céticos, pode ser uma bobagem, medida burocrática sem resultados práticos. Mas nunca é demais acompanhar, até porque não se tem notícia de que o Governo tenha aberto portas, em outras ocasiões, para que escritores apresentassem reivindicações ou expusessem questões que os incomodam.
De acordo com Sérgio Fantini, um dos convidados, o Relatório reproduz as discussões com bastante fidelidade. Como se poderia esperar, foi um primeiro passo e não houve resultados práticos concretos, mas percebe-se que foram lembradas questões importantes. Como a intenção do MinC é traçar linhas gerais de uma política cultural para o Brasil, definida no Plano Nacional de Cultura (PNC), é bom que os escritores estejam atentos e possam encaminhar sugestões.
O manifesto “Temos fome de literatura”, redigido em 2005 pelo Movimento Literatura Urgente e assinado por mais de 180 escritores, foi o ponto de partida das discussões. O documento defendeu a inclusão da literatura nas ações públicas, a distribuição de bolsas de criação literária, promoção de programas de circulação de escritores pelas universidades e escolas de ensino médio, intercâmbios de autores latino-americanos e de países lusófonos, apoio a publicações literárias, entre outras ações.
Não se pode falar em estímulo à criação literária no Brasil sem falar no estímulo à leitura. O País tem alto índice de analfabetismo funcional, bibliotecas pobres e mal conservadas, baixíssima proporção de livrarias e um mercado editorial elitizado. Portanto, o investimento em educação, abertura de bibliotecas e enriquecimento do acervo das existentes, além de ações para o barateamento do livro, são medidas recomendáveis para que o escritor veja crescer o seu público, ainda que o resultado só seja perceptível a longo prazo.
Diante desses problemas estruturais, talvez a melhor contribuição da Oficina tenha sido o debate sobre programas de circulação de escritores em escolas, bibliotecas e feiras de livros pelos municípios do interior, o que colocaria autores em contato direto com os estudantes e despertaria curiosidade pelo seu trabalho, além de levar o objeto livro a um público maior. Esses programas são muito comuns no Rio Grande do Sul, patrocinados pelos governos estadual e municipais. O apoio à realização de feiras de livros no maior número possível de cidades, especialmente pequenas e médias, poderá compensar a inexistência de bibliotecas e livrarias, e conseqüente falta de convivência da população com o objeto livro. A presença de escritores nessas feiras, para palestras e debates, e o subsídio para a aquisição de seus livros estimularia a leitura e o trabalho do escritor.
Outra boa idéia apresentada na Oficina foi a da criação de uma agência nacional de fomento, nos moldes do CNPq ou da Capes. Assim como a distribuição de bolsas de criação literária, prêmios e programas de residências para escritores, poderia gerar um movimento criativo com repercussão na qualidade e no vigor de nossa literatura. A Oficina debateu ainda temas como a autonomia dos escritores, os males do dirigismo estatal e de mercado, o apoio das emissoras de TV, cooperativas de autores, a regulamentação da profissão do escritor (idéia felizmente rejeitada por todos), a realização de um censo nacional sobre criação, produção e distribuição editorial, etc. Certamente há concordâncias, discordâncias, controvérsias.
O mais importante é que todos os interessados participem da discussão. Para começar, solicitem a este escriba a íntegra do Relatório distribuído pelo Ministério da Cultura. Escrevam para arqueolhar@gmail.com.
Participaram oito convidados: Fabio Weintraub, Fernando Reis, Francisco Foot Hardman, Gina Machado, Guiomar de Grammont, José Almino, Paulo Bentancur e Sérgio Fantini; do Ministério da Cultura, Elder Vieira e Jéferson Assumção. Do Núcleo de Redação do PNC, Sérgio Alcides foi o moderador e Daniel Hora tomou as notas para a elaboração do Relatório.
Jardim da Babilônia
Este minifúndio virtual comemora os 80 anos do poeta, jornalista e multiartista Reynaldo Jardim, figura histórica da fase de ouro do jornalismo brasileiro. Reynaldo faz aniversário no dia 13 de dezembro - a próxima quarta. Já no dia 11, segunda-feira, haverá no foyer do Teatro Nacional, em Brasília, a abertura de uma exposição multimídia, sarau poético-musical e exibição de filmes. Além disso, Reynaldo receberá o título de Cidadão Honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do DF. Entre as muitas façanhas cometidas pelo poeta ao longo de seus 80 anos, está a criação do lendário Caderno B do Jornal do Brasil, nos anos 50, uma revolução permanente que o pobre e medroso jornalismo de resultados praticado hoje tem vergonha de recordar. Reynaldo foi também o criador do jornal O Sol, citado por Caetano Veloso na canção Alegria Alegria e tema do documentário O Sol - Caminhando contra o Vento, de Tetê Moraes e Marta Alencar, surpreendente e merecido sucesso recente do cinema nacional. Nascido em Curitiba e morador de Brasília há alguns anos, Reynaldo parece estar quieto no seu canto, mas mesmo assim foi a razão da criação da ARREY - Associação Recreativa Unidos dos Amigos do Reynaldo Jardim. Não é todo dia que um personagem desses chega aos 80![o título desta postagem foi tomado por empréstimo da matéria Reynaldo Jardim da Babilônia, de Luís Turiba, publicada na revista Roteiro Brasília]
Primeiras notícias da Oficina
O Ministério da Cultura divulga nos próximos dias um relatório sobre a Oficina de Produção Literária, promovido pela Secretaria de Políticas Culturais. Nessa primeira reunião, realizada na terça-feira, 5 de dezembro, o ponto de partida das discussões foi o manifesto "Temos fome de literatura", elaborado há dois anos pelo movimento Literatura Urgente e assinado por grande número de escritores de todas as regiões do País.
Os principais pontos do manifesto, debatidos ontem, são o incentivo à criação literária, com medidas como concessão de bolsas, promoção de caravanas de escritores para palestras em universidades, a interferência oficial na deficiente distribuição de livros no Brasil, entre outros assuntos.
A reunião foi fechada, mas o escritor mineiro Sérgio Fantini, um dos convidados, revelou a este escriba suas impressões e declarou-se otimista, pela maneira como as discussões estão sendo conduzidas. O objetivo dessa e futuras reuniões é definir propostas para o Plano Nacional de Cultura (PNC). Segundo Fantini, não houve grandes polêmicas e os participantes preferiram ouvir os relatos apresentados e, à medida do possível, enriquecê-los, com discussões equilibradas.
O sítio do Ministério da Cultura na internet não tem qualquer informação sobre esse assunto. É uma pena, porque poderia ser uma fonte de consulta sobre o andamento dessa discussão. Também não seria mal se o Ministério abrisse um canal de debate público, para que outros escritores pudessem enviar sugestões para as pautas de novas reuniões. A democratização dessa discussão não deve se restringir ao convite a escritores supostamente representativos para reuniões fechadas. Boas idéias podem vir de longe, de cabeças desconhecidas.
Com exceção do poeta e editor Augusto Massi, os demais convidados compareceram. Lá estiveram os escritores Fábio Weintraub, José Almino, Guiomar de Grammont, Paulo Bentancur; o historiador e crítico literário Francisco Foot Hardman, e a consultora cultural Gina Guelman Gomes Machado, além de Sérgio Fantini, representante do Movimento Literatura Urgente.
A oficina foi coordenada pelo poeta Sérgio Alcides, integrante do Núcleo de Redação do PNC. Élder Vieira, coordenador executivo do Plano, e Jeferson Assunção, do Núcleo de Redação, também participaram. Estão previstas novas reuniões, ainda sem data marcada, com a participação de outros escritores.
Os principais pontos do manifesto, debatidos ontem, são o incentivo à criação literária, com medidas como concessão de bolsas, promoção de caravanas de escritores para palestras em universidades, a interferência oficial na deficiente distribuição de livros no Brasil, entre outros assuntos.
A reunião foi fechada, mas o escritor mineiro Sérgio Fantini, um dos convidados, revelou a este escriba suas impressões e declarou-se otimista, pela maneira como as discussões estão sendo conduzidas. O objetivo dessa e futuras reuniões é definir propostas para o Plano Nacional de Cultura (PNC). Segundo Fantini, não houve grandes polêmicas e os participantes preferiram ouvir os relatos apresentados e, à medida do possível, enriquecê-los, com discussões equilibradas.
O sítio do Ministério da Cultura na internet não tem qualquer informação sobre esse assunto. É uma pena, porque poderia ser uma fonte de consulta sobre o andamento dessa discussão. Também não seria mal se o Ministério abrisse um canal de debate público, para que outros escritores pudessem enviar sugestões para as pautas de novas reuniões. A democratização dessa discussão não deve se restringir ao convite a escritores supostamente representativos para reuniões fechadas. Boas idéias podem vir de longe, de cabeças desconhecidas.
Com exceção do poeta e editor Augusto Massi, os demais convidados compareceram. Lá estiveram os escritores Fábio Weintraub, José Almino, Guiomar de Grammont, Paulo Bentancur; o historiador e crítico literário Francisco Foot Hardman, e a consultora cultural Gina Guelman Gomes Machado, além de Sérgio Fantini, representante do Movimento Literatura Urgente.
A oficina foi coordenada pelo poeta Sérgio Alcides, integrante do Núcleo de Redação do PNC. Élder Vieira, coordenador executivo do Plano, e Jeferson Assunção, do Núcleo de Redação, também participaram. Estão previstas novas reuniões, ainda sem data marcada, com a participação de outros escritores.
Literatura no PNC
O Ministério da Cultura promove nesta terça-feira, 5/12, em Brasília, uma Oficina sobre Produção Literária, com a finalidade de levantar subsídios para a redação do Plano Nacional de Cultura. Esse documento pretende traçar as linhas gerais de uma política cultural para o Brasil. De acordo com informações oficiais, a criação literária deve ser pensada como parte das políticas públicas de estímulo à leitura, acesso ao livro e promoção da literatura brasileira dentro e fora do País.
Escritores como Ademir Assunção e Cláudio Daniel levantaram essa discussão há dois anos, propondo o movimento Literatura Urgente e lançando um manifesto, apoiado por grande número de escritores, em que se reivindicava uma política pública para a Literatura, e não apenas para o livro. Há uma grande diferença.
Para a reunião desta terça, algumas questões foram colocadas. O Estado tem algum papel a desempenhar no estímulo à criação literária? Programas de apoio ou subsídio seriam favoráveis à atividade do escritor? Nesse caso, como fica a independência? Quais as alternativas para o estímulo à criação literária no Brasil? Como seria um programa público com esse fim?
Há muito o que discutir, e é ótimo que esse debate seja proposto. Para esse primeiro encontro, foram convidados os escritores Augusto Massi, Fábio Weintraub, José Almino, Guiomar de Grammont, Paulo Bentancur; o historiador e crítico literário Francisco Foot Hardman, e a consultora cultural Gina Guelman Gomes Machado. Também participa meu amigo Sérgio Fantini, poeta e ficcionista, um dos integrantes do Literatura Urgente.
Sempre defendi que o maior estímulo à criação literária é uma política consistente de formação de leitores, com a necessária multiplicação de bibliotecas bem administradas, renovadas e acessíveis à população. Existem iniciativas incipientes nesse sentido. Mas a ação do Ministério revela ao menos uma intenção de incluir a Literatura entre as atividades reconhecidamente importantes para o enriquecimento cultural do País, assim como a música e o cinema. Espera-se que os escritores brasileiros estejam atentos e contribuam para essa discussão.
Escritores como Ademir Assunção e Cláudio Daniel levantaram essa discussão há dois anos, propondo o movimento Literatura Urgente e lançando um manifesto, apoiado por grande número de escritores, em que se reivindicava uma política pública para a Literatura, e não apenas para o livro. Há uma grande diferença.
Para a reunião desta terça, algumas questões foram colocadas. O Estado tem algum papel a desempenhar no estímulo à criação literária? Programas de apoio ou subsídio seriam favoráveis à atividade do escritor? Nesse caso, como fica a independência? Quais as alternativas para o estímulo à criação literária no Brasil? Como seria um programa público com esse fim?
Há muito o que discutir, e é ótimo que esse debate seja proposto. Para esse primeiro encontro, foram convidados os escritores Augusto Massi, Fábio Weintraub, José Almino, Guiomar de Grammont, Paulo Bentancur; o historiador e crítico literário Francisco Foot Hardman, e a consultora cultural Gina Guelman Gomes Machado. Também participa meu amigo Sérgio Fantini, poeta e ficcionista, um dos integrantes do Literatura Urgente.
Sempre defendi que o maior estímulo à criação literária é uma política consistente de formação de leitores, com a necessária multiplicação de bibliotecas bem administradas, renovadas e acessíveis à população. Existem iniciativas incipientes nesse sentido. Mas a ação do Ministério revela ao menos uma intenção de incluir a Literatura entre as atividades reconhecidamente importantes para o enriquecimento cultural do País, assim como a música e o cinema. Espera-se que os escritores brasileiros estejam atentos e contribuam para essa discussão.
Cagiano em BH
O escritor Ronaldo Cagiano, mineiro radicado em Brasília, estará em Belo Horizonte neste sábado, 2/12, lançando seu livro de contos Dicionário de Pequenas Solidões, na Livraria Quixote (Fernandes Tourinho, 274, Savassi), a partir das 11h. O livro dele é publicado pela Língua Geral, nova editora criada pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa. Ele estará acompanhado de Christiane Tassis, que autografa o romance Sobre a Neblina, da mesma editora. Ronaldo e Christiane já lançaram seus livros no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na semana passada, Dicionário de Pequenas Solidões levou grande público à livraria Café com Letras, de Brasília. Boa sorte aos livros, aos autores e à editora.
A verdade sobre o Domínio Público
O portal Domínio Público, do Ministério da Educação, tem um acervo de 25.875 obras literárias e outras, nos formatos de texto, som, imagem e vídeos. Livros de Machado de Assis e Shakespeare, por exemplo, estão disponíveis para os leitores, e podem ser baixados na íntegra. Também há um banco de 2 mil teses universitárias. Criado em novembro de 2004, com um acervo inicial de 500 obras, o portal já recebeu quase 3 milhões de visitas. Apesar desses números significativos, há um "hoax" que circula insistentemente na internet afirmando que o Domínio Público será desativado por falta de acessos. Alguns jornalistas acreditam nessas mensagens e as repetem, sem checar. Foi o caso de Fausto Wolff, no Jornal do Brasil. O Domínio Público é uma excelente contribuição para a leitura no Brasil, um país onde as editoras investem em livros cada vez mais caros e tiragens cada vez menores, como se pobre não tivesse o direito de ler.http://www.dominiopublico.gov.br/
ANE lembra Mendes Vianna
Nesta terça-feira, 21, a Associação Nacional de Escritores (ANE), sediada em Brasília, promove uma leitura de poemas de Fernando Mendes Vianna, em homenagem ao poeta, morto em setembro. Participarão Anderson Braga Horta, Joanyr de Oliveira e vários outros convidados, incluindo este escriba. O evento acontece na sede da ANE, SEPS 707/907, Lote F, próximo à Cultura Hispânica, a partir das 20h.
Literatura lusófona
O escritor Ronaldo Cagiano está radiante com seu recém-lançado livro Dicionário de Pequenas Solidões e com a editora que o publica, Língua Geral, criada pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa. No dia 31 de outubro, ele foi ao Rio de Janeiro participar da festa de lançamento da editora, que atraiu à Casa de Cultura Laura Alvim um grande número de visitantes ilustres e uma multidão de mortais comuns. Uns e outros foram conhecer os primeiros frutos de uma bela idéia de Agualusa - divulgar obras de escritores de todos os países de língua portuguesa, aproximando países e culturas.
Nesta quarta-feira, 22, Cagiano lança o livro em Brasília. Será no Café Com Letras (CLS 203), a partir das 19h30. Depois vai a Belo Horizonte e outras cidades.
Nesta quarta-feira, 22, Cagiano lança o livro em Brasília. Será no Café Com Letras (CLS 203), a partir das 19h30. Depois vai a Belo Horizonte e outras cidades.
Mais uma edição do Curto Circuito Poético
Neste sábado, 18 de novembro, Ivan Presença, Luís Turiba e Paulo Cac voltam a agitar o Conic, ou Setor de Diversões Sul, em Brasília, com mais uma edição do Curto Circuito Poético. O Conic, que abriga cafés, bares, escritórios, cinema pornô, bancos, sex-shops, teatro, faculdade de artes, salas de massagem, além do Quiosque Cultural do Ivan, é a verdadeira democracia popular brasiliense. E sempre no segundo sábado do mês, reúne um grupo eclético de músicos, poetas e performáticos em geral para um sarau que costuma atrair os diversos exemplares da fauna que circula por lá. Aproveitando que dia 18 é véspera do Dia da Consciência Negra, o Curto Circuito Transformará o Conic num Quilombo Poético, com a participação da poeta e atriz afro Cristiane Sobral. Primeria atriz negra formada pela UnB e professora de Artes Cênicas da Faculdade Dulcina de Moraes, ela vai animar o público com sua interpretação marcante. Participarão, também grupos de hip-hop do Varjão e da Ceilândia e os Radicais Livres, grupo poético de São Sebastião. Mais de 50 poetas das mais variadas tribos e estilos versejaram nas três edições anteriores do Curto Circuito Poético.
Poesia para unir Brasil e Argentina
Uma antologia bilíngüe de poesia contemporânea brasileira e argentina, com o objetivo de integração e intercâmbio de experiências estéticas entre os dois países, além de, é claro, divulgação mútua de obras e autores. Esta é a atual empreitada do escritor Ronaldo Cagiano, que selecionou 78 poetas, muitos dos quais de Brasília - um deles é este escriba que lhes fala.
Entre os convidados, constam nomes como Affonso Romano de Santanna, Anderson Braga Horta, Claudio Sesín, Daniel Chirom, Alejandro Acosta, Donizete Galvão, Micheliny Verunschk, Fabrício Carpinejar, Miguel Sanches Netto, Eduardo Dalter, Enrique Traverso, Francisco Alvim, Francisco Kaq, Juan Gelman, Marcos Siscar, Reynaldo Jardim, Ruy Espinheira Filho, Whisner Fraga e Reynaldo Valinho Alvarez, para ficar em algumas amostras. Os textos serão traduzidos por poetas de competência reconhecida nessa arte, como Anderson Braga Horta, Jerônymo Rivera e Ronaldo Costa Fernandes.
O livro, a ser publicado pela Thesaurus, de Brasília, deve ser lançado por ocasião da Feira do Livro de Buenos Aires, em junho do próximo ano. Aliás, Ronaldo Cagiano participa ainda de outra empreitada com intenções de integração - seu livro Dicionário de pequenas solidões vai circular com o selo da Editora Língua Geral, criada pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa, voltada para autores lusófonos, com o objetivo de aproximar países e culturas de língua portuguesa. Autógrafos na Casa de Cultura Laura Alvim, no Rio de Janeiro, no dia 31, terça-feira, a partir das 19h30.
O violão de Eustáquio Grilo
O violão mágico de Eustáquio Grilo estará em ação no próximo sábado, 4 de novembro, no Clube do Choro de Brasília (próximo ao Centro de Convenções), como convidado do Projeto Prata da Casa. Irmão, sobrinho e neto de músicos, Grilo é violonista clássico, fiel às raízes da música popular brasileira e latino-americana. Nascido em Passos (MG), é professor da Universidade de Brasília e da Universidade Federal de Uberlândia, além de ex-professor da Escola de Música de Brasília. Também é pesquisador da obra de Bach e do choro. Grilo também tem dado grande contribuição a espetáculos e discos gravados em Brasília, mas são raras as oportunidades de ouvi-lo. Mais uma razão para não perder esse espetáculo. Ele promete tocar um pacote de peças originais, incluindo a Tocata Cici e Tiloca, homenagem a seus pais. O espetáculo começa às 21h30. Informações e ingressos antecipados: 3327-0494. Estaremos lá!Guimarães Rosa no Correio Braziliense
Duas biografias de Guimarães Rosa e um romance inspirado em sua obra são os temas de extensa reportagem que publiquei hoje, sábado, 28/10, no caderno Pensar do Correio Braziliense. A primeira biografia é uma reedição - Joãozito, a infância de João Guimarães Rosa - de autoria de Vicente Guimarães, tio e amigo de infância do escritor, ele próprio autor de literatura infantil, mais conhecido pelo pseudônimo de Vovô Felício. A segunda biografia ainda está no prelo da editora brasiliense LGE - Sinfonia Minas Gerais, um trabalho volumoso do escritor goiano Alaor Barbosa. E o terceiro livro é o romance Nhô Guimarães, do baiano Aleilton Fonseca. Os textos ocuparam 5 páginas do Pensar. Foi uma leitura proveitosa e um trabalho gratificante. [Leia no Sítio do Alexandre Marino a íntegra da reportagem]
Um encher de alma
A figura e a obra do poeta Fernando Mendes Vianna, ambas refinadas e provocadoras, foram relembradas, celebradas e recitada por poetas, professores universitários, cantores e outros manifestantes, num sarau de lágrimas e emoções. Fernando foi a razão e a fonte de energia do 3o. Curto Circuito Poético, realizado no sábado, 14 de outubro, no Quiosque Cultural do Ivan, no Conic, área folclórico-popular de Brasília. O evento ocorre sempre no segundo sábado de cada mês.Fernando "era um encher de alma", bem definiu o editor Victor Alegria. Depois dos emocionados comentários do Victor, os presentes tiveram o privilégio de ouvir leituras de poemas do Fernando, incluindo alguns inéditos, que desde a sua morte, em setembro, vêm saltando de seus cadernos de poetar.
A artista plástica Tânia Mendes Vianna, viúva do poeta, cedeu os trabalhos inéditos para a leitura. Seu filho Rafael também esteve discretamente presente. A emoção uniu muita gente em torno do palco - a professora Mazé, da UnB; os poetas Nicolas Behr, Amneres, João Carlos Taveira, Walter Silveira, e o criador deste Blog [foto], além dos organizadores do evento, Ivan Silva, Luis Turiba e Paulo Cac.
Radicais Livres - No mesmo espaço, houve também a apresentação vivíssima, renovadora e inusitada do grupo poético Radicais Livres – jovens da cidade de São Sebastião que trabalham e buscam a cidadania por intermédio da música, do teatro e, principalmente, da poesia. Um show à parte, que começa a fazer diferença no mundo cultural do Distrito Federal.
Os Radicais Livres trabalham com a palavra como instrumento de comunicação artística há quase cinco anos. Todos moram na cidade de São Sebastião, a alguns quilômetros do Lago Sul. Lá, realizam saraus literários e performances artísticas todos os meses. O grupo, liderado pelo poeta Paulo Dagomé, é formado por jovens de grande criatividade, conscientes da força e da importância da arte e da cultura para a construção de um mundo melhor.
[Em breve, serão postadas aqui outras fotos do evento]
Assinar:
Postagens (Atom)