Orgia das borboletas
Nova resenha
Direto de Curitiba
"O clipe de hoje é uma grande homenagem ao amigo mineiro sediado em Brasília: Alexandre Marino. Ele me mandou seu mais recente livro. O belíssimo Arqueolhar. Bonito desde a capa, passando pela diagramação até os poemas. E vice-versa. Um garimpo milagroso e da mais alta voltagem. Abraços, Marino."
O clipe a que ele se refere é a música Because Of, do bardo canadense Leonard Cohen, de quem sou fã de carteirinha. Se você clicar no blog do Werneck, poderá ver o clipe.
Bebemorações Arqueolíricas [4]
Bebemorações Arqueolíricas [3]
Bebemorações Arqueolíricas [2]
Bebemorações Arqueolíricas [1]
Um poema [4]
Paisagem Doméstica
É inverno, não importa o tempo, as horas.
O inverno se esconde nos raios do sol.
O fim de tarde arranha as gargantas.
Seres invisíveis inventam a escuridão.
Fecham-se as portas, a gente desvaira.
Um cheiro de café aponta o horizonte.
Deus implora abrigo entre as cortinas.
Pássaros guardam os cantos no terraço.
Vozes velejam no limiar do silêncio.
Notícias antigas no rádio invisível.
Vestígios de velhas fábulas.
Ninguém sabe a história inteira.
Evocam-se vazios invulneráveis.
O tempo é feito de destroços.
Arqueolhar em Ribeirão Preto
Um presente do Marcelo Sahea

Vejam o simpático presente que recebi do poeta Marcelo Sahea, no dia do lançamento do Arqueolhar em Brasília: um poema, rabiscado num guardanapo, inspirado pelas primeiras leituras do livro, ainda na mesa do Martinica Café. Marcelo também me presenteou com um exemplar do Carne Viva, seu belo livro de poemas. Um abraço, Marcelo!
Entrevista ao "Hoje em Dia"
Notícias de Belô!!

Na última segunda-feira, 24, eu e Luís Turiba lançamos em Belo Horizonte nossos livros Arqueolhar e Bala. O evento foi realizado na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, local nobre da capital mineira, com realização do Projeto Sempre um Papo. Um bom público, presença de bons amigos, novos e velhos, uma ótima conversa sobre poesia, ilustrada pela leitura de alguns dos poemas dos livros.
Este escriba faz questão de agradecer aos que compareceram e adquiriram os livros, dando um voto de confiança ao nosso trabalho; ao pessoal da imprensa cultural de BH, especialmente do Estado de Minas, Diário da Tarde, Hoje em Dia e O Tempo, além das rádios Guarani e Itatiaia, que nos concederam generosos espaços, e à equipe da AB Comunicação, especialmente Afonso Borges, que realizam um importante trabalho de divulgação da literatura não apenas em Minas, mas também em Brasília e outras capitais.
Nos próximos dias, especialmente na próxima semana, publicarei neste espaço algumas fotos do evento e contarei alguns lances. Peço aos arqueonautas só um pouquinho de paciência...
O palhaço, em 2 tempos!
"Arqueolhar" e "Bala" em Belô!
Deu no Jornal do Brasil:
"A ousadia em Arqueolhar não é jogo arquitetônico ou visual, mas o poder de transfiguração da palavra a partir de antigos referenciais, voltados para a verdadeira comunicação da arte, permitindo inovar e renovar dentro da própria tradição.
Nas escavações desse mundo que ficou para trás e se insinua como um ricochete no inconsciente - e aqui reside o sentido arqueológico de seu olhar -, o autor não postula uma reverberação saudosista ou um refluxo nostálgico, mas tematiza poeticamente experiências importantes para sua formação humana e intelectual, encetando um diálogo entre tempos e espaços distintos.
O mergulho nesse ''oceano de fantasias'' transforma-se em catarse e oferece momentos de verdadeira epifania, ao mesmo tempo em que a evocação do passado constitui-se em pano de fundo para uma leitura existencial e a compreensão da relação do homem com o seu meio e sua gente."
A matéria está publicada na íntegra no Sítio do Alexandre Marino e foi reproduzida no site da Livraria Cultura, na página de informações sobre Arqueolhar. Para visualizá-la, basta digitar "arqueolhar" na busca por um título, e ao aparecer o livro clicar na capa.
Lançamento em BH
Escritores desaparecidos!
Guido Heleno é talvez o mais antigo amigo que tenho em Brasília. Eu o conheci em Belo Horizonte, apresentado pelo Antônio Barreto, outro que não tem dado notícias, mas já morava em Brasília quando vim para cá, em 1982. O primeiro livro dele que li foi o Pássaro de Luz, pequeno mas denso livro de poemas publicado naquele mesmo ano e que releio de vez em quando. Seu conto Sax noite a dentro, que faz parte da Antologia do Conto Brasiliense (Projecto Editorial, 2004), é um achado. Guido já publicou muitos livros infanto-juvenis, vários deles em parceria com o desenhista Jô Oliveira. Guido provavelmente está preparando alguma surpresa. Faz tempo que não publica nada.
Outro desaparecido é o Jason Tércio, autor de um belo romance sobre a vida dos brasileiros em Londres, num tempo em que a polícia londrina não assassinava brasileiros - Pão de queijo em Hyde Park, título que numa edição posterior ele mudou para A pátria que me pariu. O caso desse é ainda mais misterioso, porque ele voltou para Brasília depois de morar alguns anos no Rio de Janeiro, onde escreveu e organizou vários livros sobre o cronista Carlinhos Oliveira. É duplamente desaparecido.
Tércio também estava no Martinica naquela noite, e foi visto em animada conversa com Guido Heleno. Tércio é outro de meus mais antigos amigos de Brasília, e permaneceu nessa condição mesmo na época em que, durante acaloradas discussões, defendia com unhas e dentes o voto em Lula, que deu no que deu. Tércio me foi apresentado pelo Menezes y Moraes, mas esse é desaparecido nato. Não costuma aparecer nem em lançamentos de livros, e pelo jeito vai continuar assim.
Livraria Cultura
Além das livrarias citadas no post "Pontos de venda em Brasília", o Arqueolhar também pode ser adquirido na Cultura do Casa Park. Dessa forma, o livro fica disponível para todo o Brasil pelo site da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br). É uma opção para quem estiver fora de Brasília, embora esteja prevista a sua distribuição por uma ampla rede de livrarias.
Pontos de venda em Brasília
Café com Letras / 203 Sul
3322-4070, 3322-5070
Cotidiano / 201 Sul
3224-3439
Entrelivros / 406 Norte
3202-0010
Esquina da Palavra / 406 Norte
3039-7979
Livraria da Rodoviária
3224-9808, 3224-9850
Livraria do Chico / UnB-Minhocão
3307-3254
Nobel / Gilberto Salomão
3364-5457
Nobel / Pátio Brasil
3224-5294, 3321-9012
Quiosque do Ivan / Conic
3225-2832
Um cenário

O cenário acima é a Praça da Matriz de Passos, terra natal deste escriba e locação, às vezes real, às vezes imaginária, dos poemas do livro Arqueolhar. É uma bela cidade, apesar dos atentados em nome de um suposto progresso. A foto acima, por exemplo, foi feita de forma que as árvores escondessem um edifício horroroso, que sufoca o belo visual da igreja.





