Gerúndio perde emprego

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, demitiu o Gerúndio. A medida foi oficializada pelo Decreto 28.314, de 28 de setembro, publicada no Diário Oficial do DF desta segunda-feira, 1 de outubro. O artigo 1 detemina que "fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal".
Espera-se, agora, que o presidente da República do Brasil nomeie o Plural.

De volta

Após um mês de férias, este escriba está de volta à mesa de trabalho. Aos internautas que navegaram por aqui ao longo desse período, agradeço e convido para novas visitas. É um prazer reencontrá-los.

Poesia de Brasília no Guiness

O Coletivo de Poetas, grupo criado em Brasília há 17 anos, promove neste mês de setembro, no Clube da Imprensa, o Sarau da Primavera - 100 Horas de Poesia na Roda. O projeto é ambicioso - levar a poesia do DF para o Guiness Book. O evento, que terá início às 20h do dia 19 (quarta-feira) e será encerrado a zero hora do dia 23 (domingo), pretende ser o mais longo sarau já realizado no mundo, com leituras, lançamentos de livros e CDs, apresentações musicais, minipalestras, feira de arte, exposições. À frente de tudo isso está o poeta Menezes y Moraes. Ele informa que o grupo já entrou em contato com os responsáveis pelo Guiness, que estão fazendo pesquisas em vários países sobre esse tipo de evento. Contatos: menezesymorais@gmail.com.

Woodstock no interior de Minas


Um grande festival de rock´n´roll realizado numa fazenda no interior dos Estados Unidos, em 1969, entrou para a história da música e tornou-se o principal símbolo da contracultura e da era hippie. Agora, mais de 40 anos depois, o espírito Woodstock permanece vivo numa cidade do interior de Minas – ainda que limitado ao espaço físico de um bar lotado, um palco onde tocam bandas formadas por uma garotada talentosa, tudo isso animado por um maestro que carrega a alma desse tempo.

Se o Festival de Woodstock levou quase 500 mil jovens a uma fazenda, debaixo de chuva e em meio a lama, para quatro dias de celebração da paz e da boa música, o que acontece agora no Sudoeste de Minas provoca um sentimento de nostalgia a quem viveu o espírito da época. Mas a maior parte do público está ali para provar que o rock está mais vivo do que nunca – que o digam os meninos atentos aos covers de Pink Floyd, Creedence Clearwater Revival e muitos outros.

A cidade é Passos, o lugar mágico se chama Woodstock Bar e o mentor de tudo é o guitarrista Magrão, nascido em São Paulo mas ligado à cidade desde sempre. O Woodstock Bar localiza-se numa rua bucólica, quase deserta, entre terrenos baldios, no final do bairro de São Francisco. É ali que a coisa ferve nas noites de quinta, sexta, sábado e domingo.

O bairro de São Francisco é um dos mais tradicionais de Passos, que em 2008 completa 150 anos de emancipação política. Nasceu ao redor do morro do mesmo nome, onde foi construída uma simpática capelinha, ainda nos primeiros tempos da cidade. A capelinha sobreviveu intacta até a década de 70, mas a partir daí começou a sofrer sucessivas reformas, até que a demoliram e construíram no lugar uma nova igreja, autêntico exemplar do mau-gosto da arquitetura pós-moderna. Parece uma nave alienígena.

A capelinha foi uma perda, mas não era mais possível salvá-la. Ao longo das últimas décadas, os padres lotearam o morro e o bairro subiu pelas suas encostas, descaracterizando-o. Mas o bairro mantém até hoje suas principais características de cidadezinha do interior, com casinhas singelas, ruas tranqüilas por onde as pessoas caminham, trocam um bom-dia e conversam, a caminho da padaria ou do botequim. Foi nesse ambiente tipicamente interiorano que nasceu o Woodstock Bar. É por isso que os que o procuram, noite adentro, têm às vezes dificuldade para encontrá-lo – pior ainda, quem está em Passos para uma visita. O cara percorre ruas escuras, vira esquinas desertas, e de repente se depara com uma rua lotada de carros e motos e é despertado por um som que parece vir de uma outra época. E vem mesmo.

O Woodstock Bar deveria ser incluído no roteiro turístico oficial de Passos, uma cidade simpática que recebe visitantes atraídos por suas lojas de roupas modernas e ecoturistas em busca das belas cachoeiras da região. E, é claro, os imortais roqueiros.

Feira do Livro começa na sexta

A Câmara do Livro do Distrito Federal anuncia para a próxima sexta-feira, 31 de agosto, a abertura da 26a. Feira do Livro, que mais uma vez será realizada nos corredores externos do Pátio Brasil Shopping. Alô, Walter Silva, quando é que vão arranjar um lugar melhor para a Feira? Os livreiros adoram, porque o local tem grande circulação de pessoas, com feira ou sem. Mas para o público consumidor de livros, e especialmente para quem pretende acompanhar palestras e debates, deixa muito a desejar.

A Câmara havia anunciado que o evento voltaria a ser realizado no Centro de Convenções, mas a promessa não se concretizou. Outra possibilidade anunciada para o ano que vem é sediar a Feira no Complexo Cultural da República, ao ar livre, entre o Museu e a Biblioteca.

A 26a. Feira do Livro homenageia Ariano Suassuna e dá uma atenção especial ao cordel. A CBDF anuncia a presença da escritora portuguesa Alice Vieira, conhecida mundialmente por suas obras infanto-juvenis; Lira Neto, biógrafo da cantora Maysa; o poeta amazonense Thiago de Mello; o contista Ronaldo Cagiano, que depois de se mudar para a capital paulista volta a Brasilia para participar do Café Literário. Também comparece, acreditem ou não, o paulista Marcelo Mirisola. Será que não havia ninguém mais interessante disponível em São Paulo?

No mais, haverá as atrações de sempre - oficinas, peças de teatro, apresentações musicais, palestras, debates... Quem sabe as livrarias não promoverão, desta vez, significativos descontos nas vendas dos livros, o que, afinal, deveria ser uma característica de tudo aquilo que se chama de "feira"? Fica a sugestão.

Quarta-feira literária

A literatura agita esta semana em Brasília. Mais precisamente esta quarta-feira, 22: no mesmo dia, haverá nova edição do Conjunto em Prosa com o escritor paranaense Cristóvão Tezza, que fala sobre O Filho Eterno (no Espaço Cultural do Conjunto Nacional); o lançamento de dois livros de Gustavo de Castro no Carpe Diem (104 Sul), um de poesia (Os Ossos da Luz) e um de ensaio literário (Ítalo Calvino, Pequena Cosmovisão do Homem); e no Feitiço Mineiro (306 Norte), apresentação do novo livro de Climério Ferreira (Memorial de Mim - As Lembranças Poéticas de um Menino de Angical do Piauí). No Auditório da Biblioteca Nacional de Brasília, o poeta Antonio Miranda apresenta recital conferência em homenagem a João Cabral de Melo Neto. Tudo isso ao mesmo tempo, às 19h.

Drummond: 20 anos

O poeta Carlos Drummond de Andrade morreu há 20 anos, mas sua poesia vive para sempre. Pouparei aos meus quatro ou nove leitores qualquer tratado a seu respeito, preferindo reproduzir alguns de seus versos mais emblemáticos:

Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?


É uma estrofe do poema Procura da Poesia, do livro Rosa do Povo. Nessa meia dúzia de versos está contida, em minha modesta opinião, toda a essência daquilo que chamamos poesia.

Guerrilheiros [2]

Mais um flagrante do grupo de guerrilheiros poéticos que espalhou seus versos pela Belo Horizonte do início dos anos 80. Li Egg (primeira à esquerda), Sérgio Fantini (de boné), Avanilton, Fátima e Raimundo Nonato, Marcos Lunán (de chapéu), Alexandre Marino (exibindo seu livro recém-lançado, Todas as Tempestades), Almir Rosa, Marco Bellini (encoberto) e Luci Soalheiro. A foto, de autor desconhecido, foi feita no campus da Universidade Católica de MG. Alô, poetas, dêem notícias!!!

Guerrilheiros


Aí está um grupo de guerrilheiros poéticos que andou agindo em Belo Horizonte nos anos 80, flagrados em pleno recital no campus da Escola de Belas Artes da UFMG numa tarde daqueles tempos. Em primeiro plano, Almir Rosa, posteriormente cognominado Almir Almas, e ao fundo os demais participantes - Avanilton de Aguilar, Sérgio Fantini e este escriba, entre outros (não pela ordem).

Gaia no Balaio

A escritora Ana Maria Ramiro lança nesta sexta-feira, 3 de agosto, seu livro de poemas Desejos de Gaia (LGE Editora). Será no Balaio Café (SCN 201, bloco B, Asa Norte, em Brasília).

A poesia de Ana Ramiro é feita de versos elegantes e delicados, que atraem o leitor para um pacto de cumplicidade. Ana Ramiro cria imagens de grande sensualidade, em poemas densos e concisos.

A poeta estará acompanhada de Virna Teixeira, tradutora de Na Estação Central (Editora UnB), coletânea do escocês Edwin Morgan, e da antologia Ovelha Negra (Lumme Editor), também de poesia escocesa. Também será lançado o livro 8 Femmes, que reúne trabalhos de oito autoras.

E quem comparecer verá ainda um pocket show do poeta Marcelo Sahea, com participação do baterista Renato Dias.

Tudo isso numa noite de sexta-feira...

Justa homenagem

A Embaixada da Colômbia no Brasil promove, nesta quinta-feira (2 de agosto) o lançamento da edição comemorativa de 40. aniversário do romance Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez. O evento acontece no Espaço Cultural Ecco (SCN quadra 3, bloco C, telefone 61-3327-2027), próximo ao Liberty Mall, em Brasília. Participam o diretor do Instituto Cervantes, Juan Manuel Casado; Elga Perez-Laborde, professora da UnB, e o escritor Ronaldo Costa Fernandes, entre outros.

Aos 80 anos, Garcia Márquez pode viver à sombra das grandes obras que produziu, embora sua inquietação o leve a prosseguir escrevendo histórias geniais. Ele contribuiu para o acervo literário latino-americano com alguns dos melhores livros aqui escritos, colocou seu país e nosso continente no mapa da literatura mundial e trouxe para cá um Prêmio Nobel. Apesar de tudo isso, jovens escritores (ou nem tanto) hispano-americanos tentam criar um novo modismo: falar mal de Garcia Márquez. Uma razão a mais para as incontáveis homenagens que têm sido feitas a ele e suas obras.

Uma esperança para a Biblioteca

A Biblioteca Nacional de Brasília recebe inestimável presente da família da poeta Marly de Oliveira, recentemente falecida. Cerca de 5 mil livros do acervo pessoal da escritora serão doados à instituição. Marly era considerada um dos grandes nomes da poesia de língua portuguesa da atualidade, e deixou uma obra que merece ser mais conhecida. Era viúva de outra sumidade da poesia brasileira, João Cabral de Melo Neto, o que dá uma idéia da importância do acervo doado à Biblioteca.

Erguida na Esplanada dos Ministérios durante o governo Joaquim Roriz sem qualquer planejamento quanto à origem, aquisição e administração de seu acervo, a Biblioteca Nacional começa a dar sinal de vida. Um dos grandes responsáveis por isso é o professor e poeta Antonio Miranda, que ainda nem foi oficialmente nomeado diretor da instituição, mas já está na luta para viabilizar o elefante branco. Graças a ele, a Universidade de Brasília (UnB) fez uma significativa doação à Biblioteca, em processo de catalogação.

A doação dos livros foi anunciada pelo embaixador Lauro Moreira, ex-marido de Marly, que na última sexta-feira, 20, fez uma palestra sobre ela e uma apaixonada leitura de seus poemas no auditório da própria Biblioteca. Moreira é embaixador do Brasil junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa. E especialista em leitura de poesia.

Brasília sob a neve


Aí está a contribuição deste escriba ao Catálogo-Poético Bric-a-Brac Maior Idade, lançado ontem, 10 de julho, na Galeria da CEF, em Brasília. A exposição permanece em cartaz. Dê uma olhada lá.

It´s only rock´n´roll, but I like it!



Octávio Scapin e banda apresentam "Ressaca", um rock básico composto por Scapin sobre poema de Alexandre Marino. Siga a letra abaixo.

Ressaca

Tenho mania de recordar o futuro
e gritar te amo, te amo,
como se atingisse o orgasmo
a cada erro de concordância

Mas sou apenas uma ilha deserta,
sem palmeiras ou náufragos.
Minha diversão é atirar ao mar
mensagens de amorem garrafas de açúcar

(Nem alcanço a praia
nem o mar fica mais doce)

Navegante de águas mortas
nem aprendi a tossir
e já tenho uma cicatriz no coração
(minha filha se chamaria Tarsila
mas morreu antes da ejaculação)

Nesta noite, há bares e homens tristes
e essa mania de desvendar o futuro
como procuro desejos

Mas agora meu coração está de ressaca.
E vomita atrás de um muro a indigestão dos beijos.

[Do livro O Delírio dos Búzios, Varanda Edições, 1999, esgotado]

Bric-a-Brac: nova festa!

O Conjunto Cultural da CEF reúne escritores, músicos, fotógrafos, artistas plásticos para uma nova festa em celebração aos 21 anos da revista Bric-a-Brac, publicada em Brasília entre 1986 e 1991. Será na próxima terça-feira, 10 de junho, a partir das 19h.

Haverá recital poético, reexibição do clip-documentário produzido pelo poeta Luís Turiba, ex-editor da revista, e pelo cineasta André Luiz Oliveira e, o mais esperado, lançamento do catálogo da exposição Bric-a-Brac Maior Idade, que será distribuído gratuitamente aos presentes.

O Catálogo, com 112 páginas, representará na prática o derradeiro número da revista, já que veiculará poemas e textos inéditos de poetas de Brasília e outras cidades brasileiras, além de refinada edição de fotos e trabalhos gráficos e plásticos.

Um poema de Manoel de Barros, datilografado em sua velha máquina de escrever, e um fac-símile de um manuscrito de Paulo Leminski, criado em Brasília durante sua visita à cidade em 1984, são duas das atrações do Catálogo, que deverá atrair tanta atenção da mídia cultural brasileira quanto as seis edições da revista.

Quem estiver em Brasília não deve perder essa!!

Bombas sobre Macondo

Leio na Folha de S. Paulo de ontem, 26/6, matéria sobre um suposto movimento de escritores latino-americanos contra o realismo mágico. Alguns desses novos escritores participarão da Flip, em Parati, no início de julho. O movimento já produziu até uma coletânea de contos, McOndo, trocadilho idiota que procura comparar o gênero à rede de lanchonetes McDonalds.

O que o realismo mágico fez pela literatura deste continente miserável, ignorante e iletrado não foi pouco. Deu-nos pelo menos um Prêmio Nobel, merecidíssimo (estou me referindo a García Marquez) e descreveu nossas tragédias com as tintas da criatividade e da arte. Cem Anos de Solidão, assim como outros livros do mesmo autor, com seus personagens absurdos e situações nonsense, traça um retrato psicológico fiel do povo latino.

A matéria da Folha - "Latinos debatem uma Macondo em ruínas", Ilustrada, pág. E3 - é assinada pela repórter Sylvia Colombo. Ela parece concordar com os neo-rebeldes, tanto que chama o movimento que combatem de "cadáver insepulto". Fotos de vários desses autores ilustram a página. Seus livros são publicados por grandes editoras daqui, de lá ou multinacionais. Márquez, Juan Rulfo, Julio Cortázar e muitos outros, quando começaram, não tinham a alta tecnologia marqueteira em que se apoiar, apenas seu talento.

Este escriba não combate a literatura feita por esses novos autores e acredita que escrevam bons livros, a julgar pelo pouco que conhece de alguns deles. O realismo urbano que eles propõem faz sentido, já que nos últimos 30 anos houve intensa urbanização dessas sociedades. Mas cuspir na obra dos grandes autores do continente não passa de rebeldia infantil.

Além disso, o continente latino-americano, depois de séculos de opressão econômica e cultural, com seus governantes populistas e "ridículos tiranos", como disse Caetano Veloso, será sempre um pouco surrealista.

O piano


Dorme um piano
entre as cinzas do porão,
onde os gatos e suas ninhadas,
indiferentes à escuridão
ou qualquer sinal de morte,
caminham sobre o teclado
e descobrem o imponderável
(como se ordenassem:)
acorde!


[a ilustração é de Meire de Oliveira, publicada na revista Vida Simples]

Arte e mercado

A produção cultural brasileira está refém das estratégias de marketing e dos humores do mercado. A indústria do livro impõe aos leitores, a cada fim de semana, nas páginas dos cadernos culturais, novos gênios que estreiam na literatura. Autores e livros medíocres ganham status de inovadores, geniais. É o mesmo processo que já tomou conta da música brasileira, fazendo com que produtos que não passam de lixo conquistem o gosto dos consumidores. O jornalista Luís Nassif vem a Brasília discutir essas e outras questões afins e lançar seu livro Cabeças de Planilha. O evento acontece nesta terça, 26, a partir das 19h, no Clube do Choro (Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções). De quebra, Nassif, que é bandolinista, participa de uma roda de choro ao lado de músicos da cidade.

Um poeta de vida simples

A revista Vida Simples de julho, que acaba de chegar às bancas, publicou o poema O Piano, de autoria deste escriba, na sessão Outras Palavras. É a edição de número 55 da revista, voltada para um estilo de vida menos estressante e com melhor qualidade. Nesse contexto é que entra a poesia - em todas as edições o tema é abordado em artigos, dicas de livros e um poema, publicado na última página. O Piano, retirado do livro Arqueolhar, recebeu uma bela ilustração de Meire de Oliveira.

Para ler O Piano e outros poemas do Arqueolhar, acesse o sítio Ave Palavra, do jornalista e escritor Carlos Machado, clicando aqui. No Sítio do Alexandre Marino, você acessa poemas de vários livros deste autor.

Em Teerã

Os escritores Alaor Barbosa e Ronaldo Cagiano participaram de um improvável, porém real, Encontro de Literatura Latino-Americana em Teerã, capital iraniana. Conheceram um grupo de escritores de vários países - Argentina, Chile, Bolívia, México, entre outros - e um país ultra-exótico para os nossos padrões. O evento foi promovido pelo governo do Irã e os escritores convidados puderam desfrutar de considerável mordomia, se é que se pode chamar de mordomia a pesada vigilância a que foram submetidos. Eles não podiam circular pela cidade por conta própria, mas apenas com escolta e em lugares aonde eram levados. Conversar com mulheres nativas? Nem pensar. Durante o Encontro, Ronaldo Cagiano falou sobre "A estética da diversidade na ficção brasileira contemporânea" e Alaor Barbosa fez uma palestra sobre a obra de Guimarães Rosa. A experiência certamente renderá boa leitura para os curiosos que aguardam relatos da viagem. Na foto que ilustra esta postagem, Alaor e Ronaldo posam em cenário típico de Teerã.