Apesar de tudo...

Estamos em 2008, como poderíamos estar em 2007 ou 2012. Seguimos contando o tempo, sem saber o que fazer com ele, sem que nos preparemos para o que ele fará de nós. Se o tempo não pára, quem se move somos nós, arrastados como conchas no turbilhão, barcos à deriva, ainda que acreditemos em deuses, bússolas, nortes ou bisturis. E segue o tempo, onipresente: à medida que passa, carrega nossos pedaços; um fio de cabelo, um dente, um olho, uma perna; leva um amigo, um ser amado, outro, e quando pensamos que já nos levou demais, lá vem ele se anunciando no horizonte, pronto para um novo arrastão. E, apesar disso, ou talvez por isso, só nos resta contestá-lo, desejando-nos um feliz ano novo.
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