Bruna Surfistinha, musa da UFRJ


Bruna Surfistinha, aquela garota de programa que trocou a "vida fácil" pela vida mais fácil ainda de escritora, parece ter conquistado o coração dos professores do Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O NCE, além de "desenvolver os sistemas que gerenciam a vida acadêmica e administrativa da universidade", responsabiliza-se pela elaboração, aplicação e correção de provas de concursos públicos. Foram eles que organizaram as provas do mais recente concurso da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC). Em uma dessas provas, nível técnico, o candidato precisava entender de Bruna Surfistinha para responder a uma pergunta. Se nossa elite intelectual está ligada numa ex-prostituta que virou best-seller, como censurar quem deixa de ler outros livros para ler a história dela? Não que este escriba tenha alguma coisa contra prostitutas ou ex-prostitutas - tem, apenas, contra subliteraturas, quaisquer que sejam. Bem, os intelectuais da UFRJ devem ter algum argumento a favor. Mas que estão ligados nos "grandes" temas da atualidade, não há dúvida. Tanto que a pergunta seguinte da mesma prova diz respeito ao tal de Big Brother Brasil. Assim os intelectuais testam os "conhecimentos gerais" da patuléia. É bom saber. A partir de agora, para se sair bem nessa área, talvez seja melhor que os candidatos, em vez de acompanhar os grandes acontecimentos do Brasil e do mundo, passem a ler Caras e a ligar a TV no Faustão, nas novelas e no Fantástico. Boa sorte a todos.
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