ALÉCIO CUNHA, JORNALISTA

Alécio Cunha começou a trabalhar como repórter da editoria de Cultura do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, no início da década passada, e lá permaneceu até 6 de outubro, quando sofreu um AVC. Morreu no último sábado, aos 40 anos. Apesar do longo período em coma, sua morte foi um choque para artistas, jornalistas e intelectuais da capital mineira, e até para quem não o conhecia pessoalmente ou só o havia encontrado uma única vez, como era meu caso. Alécio Cunha era o tipo de repórter hoje praticamente extinto nas editorias de cultura dos grandes jornais. Sensível, curioso e interessado, ocupava espaço nas páginas do jornal para escrever sobre poesia, música e artes, sem prender-se à agenda das grandes editoras, gravadoras ou ao marketing cultural. Era também poeta, reconhecido pelos conterrâneos da simpática Boa Esperança, no sul de Minas, como membro da Academia de Letras local. Deixo aqui meu lamento pela perda que não é apenas do jornalismo de Belo Horizonte, mas de todos aqueles que mantêm algum vínculo com a literatura mineira.
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